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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O Taurino, sua relação com a cozinha, e o Carbonara




Carbonara

Faz alguns dias recebi de minha esposa uma descrição da relação do signo de Touro (o nosso, por sinal) com a cozinha, acompanhada da seguinte frase:

“Olha aí você...”

A descrição dizia o seguinte:

“Dificilmente o taurino recusa comida. A gula é própria deste signo, que ama os prazeres da boa mesa. Touro come de tudo com muito gosto e tem o paladar muito apurado. Está sempre aberto a experimentar coisas novas, mas os seus sempre prediletos são pães, tortas e massas. Não costuma apreciar sabores mais ácidos. Se um taurino a convidar para jantar, prepare-se para algo especial e inesquecível. O mesmo prazer que ele sente degustando, ele costuma sentir ao cozinhar. Não é raro encontrar chefs deste signo. Geralmente, sua cozinha é equipada e a despensa está sempre muito bem abastecida. E é bem provável que ele colecione temperos e que tenha, no mínimo, uma horta de ervas frescas. Uma sugestão de prato certeira é o carbonara, acompanhado de um mousse de sabor exótico para a sobremesa.”

Head Shot, como dizem por aí. Sou eu. A cozinha, depois da cama, é a parte preferida de minha casa. Acertou em cheio quem profetizou que a cozinha de um bom taurino é repleta de sabores e aromas. Embora o exagero da despensa não seja o meu forte, ela sempre tem o necessário para uma boa refeição. A cozinha do taurino é acolhedora. É chique. É descolada. É divertida mas mas, acima de tudo, bem equipada.

E para prestigiar descrição tão apropriada da minha relação com a cozinha e com a comida, nada mais apropriado que um Carbonara.

Carbonara

Antes de falar da receita, algumas observações sobre o verdadeiro carbonara e sua adaptação para o Brasil. O carbonara original não leva creme de leite. Sua base é o ovo e o queijo pecorino romano. Por que o pecorino romano? Pois Roma é a origem do carbonara. Assim, nada mais justo que prestigiar o produto típico da região. Agora, como não somos puristas, nada impede que você troque o ovo pelo creme de leite e o pecorino pelo parmigiano reggiano, ou vulgo parmesão. A grande diferença entre os dois queijos está na origem do leite. Enquanto o parmigiano vem da vaca, o pecorino vem da ovelha.

Se optar pelo ovo, use a regra do um para um + um. Uma gema de ovo para cada pessoa a ser servida mais um ovo inteiro. Quanto ao tipo de massa, dê preferência para o espaguete, o pappardelle ou o fettuccine. Para o queijo, bastam 80 gramas dele ralado por pessoa. Por fim, se tiver opção, escolha a pancetta. Em sua ausência, já que é difícil encontrá-la na maioria das cidades, use o bancon menos gorduroso que encontrar.

Ingredientes para 4 pessoas:
  •  350g de massa
  • 1 dente de alho
  • 1 ovo inteiro + 4 gemas
  • 200g de bacon/pancetta, cortado em cubos
  • 350g de queijo pecorino romano
  • azeite
  • sal e pimenta a gosto


Modo de preparo: 
  • Em um wok ou frigideira funda, frite o alho e o bacon no azeite. Reserve.
  • Em uma tigela, bata o ovo inteiro e as gemas com sal, pimenta e cerca de 2/3 do queijo ralado, até obter uma mistura espumosa. 
  • Cozinhe a massa tomando o cuidado para que não passe do tempo indicado. 
  • Escorra a massa sem desperdiçar a água do cozimento (ela será importante mais para frente).
  • Reacenda o fogo da panela com o bacon.
  • Despeje o macarrão na panela com o bacon, acrescentando a mistura de ovos/queijo e duas conchas da água do cozimento da massa. 
  • Cozinhe por cerca de um minuto para que a massa absorva o molho.
  • Desligue o fogo e sirva a massa com o queijo restante.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Filé com "chapéu" de pecorino acompanhado por conchigliones recheados com mussarela de búfala e tomate italiano




Você não precisa esperar o dia 25 de outubro chegar para comer uma boa massa. Pra quem não sabe, há um dia mundial dedicado a uma de nossas melhores e mais amadas amigas. 

Seja sozinha ou bem acompanhada, a massa é dos pratos mais presentes em nosso dia-a-dia. Talvez por isso tenhamos dificuldade de enxergá-la como um ingrediente gourmet na cozinha. O fato é que sua simplicidade é justamente o que permite as criações e combinações mais mirabolantes. Cozinhar um prato com massa é como desenhar em uma folha ainda em branco. Simplesmente dê asas a sua imaginação!! 

E você sabe muito bem que um dos melhores parceiros da massa é o tomate. Outro, o queijo. E não muito atrás está a carne. E é justamente essa parceria de sucesso, com pequenos intrusos, que vamos por a prova com essa receita.

Não espere beleza. Massa para mim está relacionada à culinária "ogra". Aqui a beleza do prato não é fundamental. O importante é o sabor e o aroma.

Preciso dizer que haverá uma pequena traição por aqui. Acostumado a andar sempre na companhia da massa, o queijo, dessa vez, terá uma caso de amor com o filé.

Posso adiantar que o resultado é sensacional. A mistura do pecorino romano com a farinha do pão, após serem gratinados no forno, proporciona delírios em qualquer papila gustativa. Pra mim, o ponto alto do prato.

Mas não se engane se você acha que o conchiglione faz feio por aqui. Muito pelo contrário. Ele está a todo tempo lembrando você o motivo de a massa italiana ser um dos pratos mais degustados do planeta.



Não custa nada lembrar.
Organização é o segredo para o sucesso de qualquer prato
Manteiga, alho e ovos.
São eles os responsáveis pela "liga" entre pão e pecorino
Filé com chapéu de pecorino. Mais ogro impossível!!!
Conchigliones recheados com mussarela de búfala e tomate italiano.
Mesmo sozinha, a massa não faz feio 

Filé mignon com chapéu de pecorino (para duas pessoas)

Ingredientes 


  • 4 medalhão de filé mignon
  • Sal e pimenta a gosto
Para a cobertura
  • 2 colheres de sopa de farinha de pão/ de rosca
  • 4 colheres de sopa de pecorino finamente ralado
  • 2 colheres de manteiga derretida
  • 1 dente de alho bem picado
  • 2 gemas cruas
  • Sal e Pimenta a gosto
Modo de preparo
  • Pré-aqueça o forno em temperatura máxima por cerca de 20 minutos
  • Doure em uma frigideira untada com azeite de oliva o medalhão de filé (apenas três minutos, em fogo alto, cada lado)
  • Reserve
  • Misture os ingredientes secos da cobertura
  • Adicione a manteiga e mexa até que ela tenha se integrado aos demais ingredientes
  • Adicione a gema e repita o procedimento anterior
  • Coloque a cobertura sobre o filé
  • Leve ao forno quente para o chapéu de pecorino gratinar

Conchigliones recheados com mussarela de búfala e tomate italiano (para duas pessoas)

Ingredientes 

  • 20 a 24 conchigliones
  • 3 a 4 tomates italianos para o recheio
  • 1 tomate italiano para o molho
  • Mussarela de búfala
  • Molho de tomate (você pode fazer o seu em casa com tomates italianos. Eu compro o basílico da Barilla e dou uma incrementada)
  • Folhas de manjericão
  • Pecorino ralado grosso
  • Azeite
  • Sal
  • Alho
  • 1/2 cebola
Modo de preparo
  • Corte os tomates em cubos pequenos. Lembre-se re retirar as sementes
  • Corte a mussarela de búfala em tiras pequenas (que caibam dentro dos cochigliones)
  • Em uma vasilha, acrescente  tomate cortado e a mussarela de búfala
  • Acrescente algumas folhas de manjericão
  • Acrescente uma pitada de sal
  • Regue com azeite e misture
  • Reserve
  • Cozinhe o conchiglione conforme orientação da embalagem
  • Ao terminar, resfrie a massa em água corrente
  • Escoe o excesso de água e acrescente um pouco de azeite para a massa não grudar.
  • Em uma travessa que possa ir ao forno, regue seu fundo com azeite
  • Recheie um a um os conchigliones com a mistura de tomate, mussarela de búfala, manjericão e azeite
  • Reserve
  • Pique o alho e a cebola
  • Corte um tomate italiano em cubos
  • Refoque a cebola e o alho no azeite
  • Quando estiverem dourando, acrescente o tomate e refoque
  • Quando formar um caldo, acrescente o pote do molho de tomate e deixe ferver por alguns minutos. O molho precisa ficar bem grosso
  • Reserve
  • Leve os conchigliones ao forno médio até que a mussarela de búfala comece a derreter
  • Retire do forno e adicione o molho de tomate
  • Ao final, adicione folhas de manjericão