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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Mais respeito, por favor! Sou muito mais que tomate e carne. O verdadeiro bolonhesa




Bolonhesa tradicional
Você pode até achar que não. Mas sempre existe um motivo para as coisas serem como são. Defendo aqui que podemos criar nossas próprias "pitadas", mas precisamos, em certos momentos, respeitar, prestigiar e reconhecer a tradição de modo a evitar a banalidade. O tradicional bolonhesa é um desses casos. Ele é, sem dúvida alguma, a criação mais usurpada e distorcida da culinária italiana. Aqui, prestaremos uma homenagem ao original.

Estamos acostumados a chamar de molho a bolonhesa a simples mistura de extrato de tomate com carne moída. Ledo engano. O bolonhesa envolve muito mais que isso. Bacon, manteiga, cenoura, cebola, aipo ou alho poró, ervas, alho, vinho branco e leite. E tudo em uma ordem certa. Ufa!! E não é só. Outro sacrilégio é a massa. Aqui, a tradicionalmente usada é o espaguete. Por lá, nada disso. Massa larga. Como o tagliatelle ou o fettuccine. Ou você consegue imaginar os "nacos" de carne, bacon e tomate se prendendo no fino espaguete?


Bolonhesa tradicional
Pois bem. Aqui cabe a explicação do motivo de cada um dos ingredientes do tradicional bolonhesa. Primeiro, a cenoura. Caso você não saiba, o tomate italiano é extremamente ácido. Aqui, costumamos usar açúcar para neutralizar a acidez de molhos e refogados. Por lá, nada disso, cenoura e salsão. Ingredientes que quando aquecidos liberam grandes doses de açúcar.

o vinho tem um papel importantíssimo. Você já ouviu falar de deglaçar? Se não, está na hora. Deglaçar é uma técnica culinária que consiste em utilizar um líquido para liberar todo ingrediente que tenha se prendido ao fundo da panela durante o preparo de determinado prato. E com você sabe bem, os pedaços presos ao fundo da panela são sempre os mais saborosos. Então, a ideia do vinho na receita é não perder nada do estupendo sabor do molho. E quando falamos de deglaçar, ninguém cumpre melhor esse papel que uma taça de vinho branco. 

Por último mas não menos importante, o leite integral, que ajuda a dar maior consistência ao molho, a aumentar o seu já não tão baixo teor de gordura e a reduzir um pouco a aparência de refeição "vampiresca" do tradicional molho de tomate que vemos por aí.

Feitos os devidos esclarecimentos, é hora de arregaçar as mangas e por a mão na massa (literalmente).

Bolonhesa tradicional
Ingredientes para 4 pessoas

  • Azeite
  • 1 colher de manteiga sem sal
  • 3 dentes de alho
  • Meia cebola picada
  • 1 talo de salsão ou de alho poró picado
  • 1 cenoura pequena picada
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 100 gramas da carne do bacon (despreze a gordura)
  • 1 taça de vinho branco seco
  • 4 tomates italianos picados sem semente
  • Meia lata ou vidro de passata de tomate italiano
  • Meia xícara de leite integral
  • Ervas frescas ou desidratadas picadas a gosto (aqui, usei a pitada do italiano do pitata natural)
  • 300 gramas de carne moída com baixo teor de gordura
  • 500 gramas de tagliatelle ou fettuccine
Modo de preparo

  • Antes de começar, é preciso registrar que todos os ingredientes devem estar em temperatura ambiente antes do início de seu preparo
  • Ferva os tomates por cerca de 1 minuto para que soltem a pele
  • Retire as sementes e pique em pedaços grandes
  • Reserve
  • Em uma panela, adicione o azeite e refogue as cebolas picadas
  • Adicione a cenoura picada, o talo de alho poró ou salsão picado e refogue
  • Aumente o fogo ao máximo e acrescente a carne moída e o bacon. Isso evita que a carne solte líquido
  • Quando a carne dourar, adicione o vinho branco para deglaçar
  • Acrescente o tomate picado já sem a pele, a passata de tomate italiano e os temperos frescos ou desidratados
  • Reduza o fogo e deixe cozinhar até que quase todo líquido tenha evaporado
  • Agora, acrescente o sal, a pimenta, o leite e a manteiga
  • Cozinhe por cerca de 10 minutos em fogo baixo com a panela tampada para que o molho não perca mais líquido
  • Desligue o foto e reserve
  • Cozinhe a massa conforme as orientações
  • Sirva com o molho sobre a massa

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Risoto de pancetta com tomates italianos




Risoto de pancetta com tomate italiano

Já ouviu alguém dizer que pizza que passou a noite na geladeira, quando requentada na frigideira, é muito melhor que a quentinha entregue na noite anterior em sua casa? Exageros à parte, há algumas comidas que se saem muito bem mesmos após sofrerem tamanho sacrilégio!! Que fique claro que sou contra o desperdício (prefiro fazer comida em quantidade para faltar que para sobrar), mas dizer que a comida requentada é melhor que a recém preparara é um grande exagero. 
No entanto, há exceções a essa regra. O risoto é um típico caso de milagre no reaproveitamento da comida. Um risoto milanês que sobra de um jantar pode muito bem dar origem a uma infinidade de pratos. E foi justamente esse o caso do prato do dia. 
Em um domingo solitário, chegada a hora do almoço, fui tomado por uma fome descomunal que só se comparava a minha preguiça em cozinhar algo minimamente complexo. Para minha sorte, havia na geladeira um pote com risoto milanês preparado na noite anterior. Pronto, só faltava "engrossar o caldo".
Após minutos de indecisão, escolhi os dois acompanhamentos que menos me dariam trabalho. Primeiro, um belo e suculento pedaço de pancetta. Segundo, o último tomate italiano da geladeira.
Após serem picados e refogados, bastava misturar o risoto milanês, acrescentar um pouco de caldo de galinha dissolvido em água e esperar a água ferver e evaporar. Resultado mais que aprovado para um domingo preguiçoso.
Risoto de pancetta com tomate italiano

Ingredientes para 4 pessoas
  • 1 talo de alho poró
  • 1 xícara de arroz arbóreo
  • caldo de galinha (2 tabletes dissolvidos em 2 litros de água)
  • 1 colher manteiga sem sal
  • 1 xícara de queijo parmegiano regiano, grana padano ou pecorino romano ralado
  • Azeite de oliva extra virgem
  • 1 taça e vinho branco
  • 3 tomates italianos picados (sem sementes)
  • 200 gramas de bacon ou de pancetta picados (apenas a parte da carne) 
Modo de preparo

Caldo de galinha

  • Ferva dois litros de água
  • Acrescente os dois tabletes de caldo de galinha
  • Misture até dissolverem
  • Reserve
Risoto
  • Mantenha o caldo aquecido em uma panela (fogo baixo)
  • Pique o talo do alho poró e refogue-o no azeite até que comece a ficar brilhante e translúcido (o alho poró é da mesma família da cebola, portanto, não é necessário utilizar cebola nessa receita)
  • Adicione o arroz e refogue-o na mistura do azeite com o alho poró
  • Aumente o fogo para potência máxima e adicione o vinho branco
  • Mexa sem parar até o álcool do vinho evaporar e a mistura ficar cremosa.
  • Adicione, de duas em duas conchas, o caldo de galinha (Só acrescente duas novas conchas quando as anteriores tiverem evaporado e risoto estiver ficando seco)
  • Repita a operação até o risoto ficar no ponto de sua preferência.
  • Adicione uma última concha de caldo e desligue o fogo
  • Adicione a manteiga e misture o risoto para que ela derreta
  • Reserve
  • Em outra panela, frite o bacon ou a pancetta em um fio de azeite
  • Acrescente tomate picado e refogue por cerca de 5 minutos
  • Junte o bancon/pancetta e o tomate ao risoto e misture
  • Adicione o queijo e misture
  • Sirva imediatamente
Risoto de pancetta com tomate italiano



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O pensador e o boteco - Parte I - Comida de boteco "fora" do boteco




Goethe já dizia que a beleza ideal está na simplicidade calma e serena. E foi graças a ele que descobri que o melhor boteco de Brasília fica em minha casa. Amo a simplicidade e a beleza da comida de boteco. Amo a descontração do ambiente e a influência que ele exerce sobre o comportamento das pessoas. Mas com a idade adquiri certa aversão a multidões e barulho, o que me fez abandonar, por certo tempo, o prazer que a comida de boteco me proporcionava.

Certa tarde, em que desejo superou razão, decidi que ali terminaria minha separação precoce da comida de boteco. Precisava, desesperadamente, de doses distintas de sabor e gordura em meu organismo. Precisava de um boteco!!

Telefone na mão, ligo para esposa e pegunto se ela topa retomar a vida de boteco. A resposta não poderia ser mais frustrante para meu cérebro (pra quem não sabe, só estamos onde estamos na cadeia evolutiva pois existe forte correlação entre o consumo de certos tipos de gordura e o desenvolvimento do cérebro). "Hoje não dá!! Não temos com quem deixar os meninos."

Precisava de uma alternativa. E a alternativa mais lógica seria??? Levar o boteco para casa (erraram os que apostaram que seria levar os meninos para o boteco!!!).

Decisão tomada, precisava do cardápio. Primeiro, as já tradicionais mini bruschettas de tomate italiano (os tomates estavam sobrando em casa e nossa muda de manjericão precisava ser "debastada"). Segundo, precisava da gordura do ômega 3 para manter meu cérebro funcionando e evoluindo. Hummmmm!!! Bemmmmm!!!!!! Ômega 3 e boteco??? Hummmmm!! Anéis de lula, camarão e bolinhos de bacalhau. Pra terminar com chave de ouro, precisava de algo pesado, típico dos botecos mais pé sujos. Algo que despertasse meu instinto ogro. Precisava de carne!!! De uma isca de filé para ser mais exato. Com molho. Que molho? De queijo! Que queijo? De gorgonzola!!!

Cardápio fechado, só faltava buscar os meninos na escola, ir às comprar e por a mão na massa. O resultado de uma noite de boteco com a família em casa você confere abaixo.  

Mais belo, simples, calmo, sereno e calórico que isso, impossível!! Goethe ficaria orgulhoso e empanzinado. Perfeito para horas de ócio produtivo dignas de um pensador.

Ingredientes e modo de preparo ficam para os próximos posts. Passaremos as comidinhas de boteco uma a uma com toda pompa, atenção e reflexão que merecem.

Mini bruschettas de tomate italiano
Mini bruschettas de tomate italiano 
Anéis de lula empanados com panko acompanhados de molho tártaro 
Bolinho de bacalhau preparado no forno 
Camarões empanados acompanhados de molho tártaro
Bolinhos de bacalhau preparados no forno
Camarões empanados acompanhados de molho tártaro e bolinhos de bacalhau preparados no forno
Camarões empanados acompanhados de molho tártaro 
Isca de filé com gorgonzola
Isca de filé com gorgonzola
Isca de filé com gorgonzola


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Filé com redução de malbec acompanhado de penne com molho gratinado de parmesão




Sempre que quero tomar um bom vinho preciso fazer um casamento perfeito entre a bebida e o prato "da vez". Não apenas pela necessidade de harmonização mas também pela necessidade de usar o vinho no preparo do prato já que dificilmente eu e Patrícia conseguirmos beber toda a garrafa durante uma refeição (o que não vale para um espumante).

Dessa vez, decidimos explorar os vinhos Argentinos. Sendo a Argentina o maior produtor de malbec do mundo, fomos de malbec. Mendoza é a principal região vitivinícola argentina. Nela se concentram 85% dos cultivos de malbec.

A característica mais destacada do malbec é a sua cor, escuro intenso. Os aromas do malbec nos lembram cerejas, morangos ou ameixas, uvas passas e pimenta preta, em alguns casos com reminiscências de frutas cozidas (marmelada, por exemplo), isto  dependendo de quando tenha sido feita a colheita. Na boca, o Malbec é cálido, suave e doce, com taninos que não são agressivos. Quando afinado em madeira, adquire notas de café, baunilha e chocolate. Perfeito para passar por uma redução e enfrentar a missão de acentuar o sabor do filé.

Embora o malbec seja recomendado para acompanhar carnes e massas com molho vermelho, optamos por uma massa com molho gratinado de parmesão. Nada que possa ser considerado um sacrilégio. Afinal, já disse aqui que o importante é você apreciar o que come. De qualquer forma, duvido que alguém, em sã consciência, recuse uma boa massa!!

O resultado, um prato rápido de fazer, bonito e saboroso.

A receita serve duas pessoas.

Organizar os ingredientes antes do preparo é fundamental para o sucesso do prato
Penne com molho gratinado de parmessão
Filé com redução de malbec
Filé com redução de malbec e penne com molho gratinado de parmesão
Para fechar com chave de ouro, um espresso

Filé ao molho de vinho tinto
Ingredientes
  • 4 filés
  • 1/2 garrafa de malbec de boa qualidade
  • 1 garrafa pequena de creme de leite fresco
  • 1 colher de manteiga com sal
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Trufas negras fatiadas (opcional) ou azeite trufado
Modo de preparo
  • Numa panela antiaderente, em fogo baixo, reduza o vinho a 25% de seu volume inicial.
  • Em fogo alto, adicione o creme de leite fresco e deixe reduzir pela metade.
  • Ajuste o sal e a pimenta.
  • Reserve.
  • Tempere o filé com sal grosso e pimenta moída
  • Em uma frigideira antiaderente, derreta uma colher de sopa de manteiga e doure os filés por cerca de três minutos cada lado
  • Caso prefira, ao invés de dourar os filés a frigideira, leve a peça de filé para assar no forno à 200ºC por aproximadamente 20 minutos ou até estar no ponto desejado.
  • Transfira os filés para uma assadeira.
  • No recipiente em que o filé foi preparado, derrame o molho de vinho e misture-o à gordura do preparo do filé.
  • Volte o molho de vinho para a panela e esquente novamente.
  • Nesta hora se quiser pode colocar as lascas de trufas negras ou adiconar uma colher de sobremesa do azeite trufado.
  • Transfira os filés para o prato e regue com a redução do malbec.
Pene ao molho cremoso de parmesão
Ingredientes
  • 250 g de penne
  • 50g de farinha de trigo = 5 colheres (sopa)
  • 50 g de manteiga com sal
  • 500ml de leite
  • 1 cebola pequena cortada em 4 partes
  • 2 folhas de louro
  • 1 cravo
  • Noz moscada, sal e pimenta do reino a gosto
  • 300 g de queijo parmesão ralado grossamente
Modo de preparo
  • Ferva o leite com a cebola, o louro e o cravo por alguns minutos.
  • Coe.
  • Em uma panela, derreta a manteiga, acrescente a farinha de trigo e deixe cozinha em fogo baixo até que a mistura adquira uma cor dourada. Reserve e deixe esfriar.
  • Depois que a mistura estiver fria, adicione aos poucos o leite e mexa bem com um fouet para não empelotar.
  • Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar, sempre mexendo a mistura, por aproximadamente 10 minutos.
  • Adicione 2/3 do queijo parmesão ralado, sal  pimenta a gosto, e salpique noz moscada.
  • Deixe cozinhar em fogo baixo até que o queijo derreta por completo.
  • Cozinhe o penne e escorra toda a água.
  • Pré-aqueça o forno na temperatura máxima.
  • Derrame o penne em uma assadeira e cubra-o com o molho.
  • Cubra-o também com o restante do parmesão ralado e leve-o ao forno em temperatura máxima.
  • Espere gratinar.
  • Sirva acompanhado do filé com redução de malbec.
Fonte da receita: http://www.re-comendo.com - adaptado

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Petisco pra qualquer hora - Queijo coalho com mel de alecrim




Surpreender é ingrediente chave para o sucesso de qualquer prato. Por mais simples que o prato seja, um toque especial sempre fará com que se diferencie dos demais e seja lembrado por muito tempo. Até mesmo um petisco pode se aproveitar dessa máxima da cozinha. Para tanto, não podemos ter medo de inovar e buscar novas misturas e combinações.

Aqui a inovação fica por conta do alecrim. Faz algum tempo que como queijo coalho com mel. Em Pernambuco, inclusive, é presença garantida nos cafés da manhã de hotéis e pousadas da Praia de Carneiros.

O paladar do queijo salgado com o mel adocicado, por si só, já atiça nossa fome e abre o nosso apetite. Com o requinte do perfume do alecrim então, essas sensações ganham novas proporções.

O melhor?? Degustar essa maravilha não tem hora!!

Fica a dica para a rodada do brasileirão deste final de semana.

Queijo coalho com mel de alecrim
Queijo coalho com mel de alecrim 
Queijo coalho com mel de alecrim

Ingredientes

  • 200g de queijo de coalho em pedaço
  • Palitos de dente
  • Mel
  • Alecrim
Modo de preparo
  • Pique o alecrim em pedaços mínimos
  • Misture uma colher do alecrim picado a 1/4 de xícara de mel
  • Deixe descansar por 1 hora
  • Corte o queijo de coalho em cubos de aproximadamente 1,5 cm
  • Em uma frigideira antiaderente bem quente, doure todos os lados dos cubos de queijo rapidamente (não deixe o queijo derreter)
  • Espete cada cubo em um palito de dente
  • Coloque os espetinhos em uma travessa ou bandeja rasa
  • Regue com o mel de alecrim enquanto o queijo ainda ainda está quente
  • Sirva imediatamente
Fonte da receita: www.dedodemoca.net

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Linguine ao molho de limão siciliano e filés ao molho de gorgonzola




É nisso que dá o encontro, em uma noite de sexta, de duas pessoas desejando comer coisas completamente diferentes. Eu, uma massa com um molho diferente dos tradicionais. Ela, um filé regado com queijo de paladar forte e marcante. Como nenhum de nós abriu mão de sua vontade, o jeito foi apelar para uma massa com molho de limão siciliano (que está virado figurinha carimbada por aqui) e um filé com molho de gorgonzola. 

O problema? Ambos brigam a todo tempo para obter de você uma resposta sobre quem é o ingrediente principal e quem é o acompanhamento na mesa.

O resultado? Um empate difícil de ser resolvido por apenas duas pessoas. Terminado o jantar, eu já tinha certeza de que o filé era indispensável naquela noite. Ela, que a massa foi uma das melhores e mais surpreendentes que já fizemos. 

Minha dica? Faça os dois em ocasiões diferentes!! Ambos merecem toda atenção de seus apreciadores.

Linguini ao molho de limão siciliano e filé com molho de gorgonzola
Linguini ao molho de limão siciliano e filé com molho de gorgonzola
Linguine ao molho de limão siciliano e filé com molho de gorgonzola
Ingredientes do linguini ao limone com croutons de parma (serve 6 porções) - Receita retirada do site dedodemoca.net
  • 3 limões do tipo siciliano
  • 1 e 1/2 xícara de vinho branco seco
  • 1 xícara de creme de leite fresco
  • 3 colheres de sopa de manteiga sem sal
  • 1 pacote de linguine ou espaguetini
  • 120g de queijo parmesão ralado
  • Azeite de oliva extra virgem a gosto
  • Pimenta do reino em moída e sal a gosto
  • 200g de presunto cru fatiado
Modo de preparo
  • Retire as raspas dos limões.
  • Retire seu suco e coe.
  • Reserve.
  • Coloque as raspas em uma panela com o vinho e ferva até sobrar um pouco menos de 1/2 xícara de líquido.
  • Retire do fogo e adicione 1/4 da xícara de chá do creme de leite. 
  • Misture bem até todos os ingredientes ficarem bem incorporados
  • Adicione o restante do creme de leite. 
  • Volte ao fogo bem baixo e cozinhe por uns 10 minutos para reduzir e engrossar. 
  • Retire do fogo e reserve.
  • Cozinhe o macarrão com sal a gosto.
  • Quando estiver pronto, reserve 1 xícara da água de cozimento e descarte o restante da água.
  • Utilizando uma frigideira grande, coloque a massa cozida, o molho de creme de leite, raspas de limão e vinho, a manteiga e o suco de limão.
  • Misture bem o molho com a massa e adicione ½ xícara da água de cozimento do macarrão. Se o molho ficar muito grosso, adicione a outra ½ xícara da água. Por fim, coloque o queijo aos poucos, mexendo bem. Tempere com sal e pimenta do reino.
  • Para os crocantes de presunto cru: coloque sobre a assadeira uma folha de papel manteiga. Espalhe as fatias de presunto cru sobre o papel manteiga e leve ao forno pré aquecido a 160°C. Asse até que o presunto “seque” e fique crocante. Deixe esfriar e quebre as fatias de presunto crocante em pedacinhos menores. Reserve.
  • Na hora de servir transfira o linguini com o molho para uma travessa e salpique o presunto cru crocante sobre toda a massa. 
  • Sirva imediatamente.
Ingredientes do molho de gorgonzola (não vou postar o preparo do filé pois já foi postado em outras receitas do blog)
  • 1/2 xícara de vinho branco seco 
  • 1 xícara de creme de leite fresco 
  • 1/2 xícara de queijo gorgonzola esfarelado 
Modo de preparo
  • Utilizando a mesma frigideira que grelhou o filé, adicione o vinho branco, o queijo e o creme de leite. 
  • Leve ao fogo até que o queijo derreta e o molho fique um pouco mais espesso.
  • O creme de leite pode ser substituído, em menor quantidade, por leite integral.
  • Se for preciso, adicione um pouco de maisena com o apoio de uma peneira (sem a peneira a maisena empelota).
  • Regue o molho sobre o medalhão e sirva imediatamente.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Filé com "chapéu" de pecorino acompanhado por conchigliones recheados com mussarela de búfala e tomate italiano




Você não precisa esperar o dia 25 de outubro chegar para comer uma boa massa. Pra quem não sabe, há um dia mundial dedicado a uma de nossas melhores e mais amadas amigas. 

Seja sozinha ou bem acompanhada, a massa é dos pratos mais presentes em nosso dia-a-dia. Talvez por isso tenhamos dificuldade de enxergá-la como um ingrediente gourmet na cozinha. O fato é que sua simplicidade é justamente o que permite as criações e combinações mais mirabolantes. Cozinhar um prato com massa é como desenhar em uma folha ainda em branco. Simplesmente dê asas a sua imaginação!! 

E você sabe muito bem que um dos melhores parceiros da massa é o tomate. Outro, o queijo. E não muito atrás está a carne. E é justamente essa parceria de sucesso, com pequenos intrusos, que vamos por a prova com essa receita.

Não espere beleza. Massa para mim está relacionada à culinária "ogra". Aqui a beleza do prato não é fundamental. O importante é o sabor e o aroma.

Preciso dizer que haverá uma pequena traição por aqui. Acostumado a andar sempre na companhia da massa, o queijo, dessa vez, terá uma caso de amor com o filé.

Posso adiantar que o resultado é sensacional. A mistura do pecorino romano com a farinha do pão, após serem gratinados no forno, proporciona delírios em qualquer papila gustativa. Pra mim, o ponto alto do prato.

Mas não se engane se você acha que o conchiglione faz feio por aqui. Muito pelo contrário. Ele está a todo tempo lembrando você o motivo de a massa italiana ser um dos pratos mais degustados do planeta.



Não custa nada lembrar.
Organização é o segredo para o sucesso de qualquer prato
Manteiga, alho e ovos.
São eles os responsáveis pela "liga" entre pão e pecorino
Filé com chapéu de pecorino. Mais ogro impossível!!!
Conchigliones recheados com mussarela de búfala e tomate italiano.
Mesmo sozinha, a massa não faz feio 

Filé mignon com chapéu de pecorino (para duas pessoas)

Ingredientes 


  • 4 medalhão de filé mignon
  • Sal e pimenta a gosto
Para a cobertura
  • 2 colheres de sopa de farinha de pão/ de rosca
  • 4 colheres de sopa de pecorino finamente ralado
  • 2 colheres de manteiga derretida
  • 1 dente de alho bem picado
  • 2 gemas cruas
  • Sal e Pimenta a gosto
Modo de preparo
  • Pré-aqueça o forno em temperatura máxima por cerca de 20 minutos
  • Doure em uma frigideira untada com azeite de oliva o medalhão de filé (apenas três minutos, em fogo alto, cada lado)
  • Reserve
  • Misture os ingredientes secos da cobertura
  • Adicione a manteiga e mexa até que ela tenha se integrado aos demais ingredientes
  • Adicione a gema e repita o procedimento anterior
  • Coloque a cobertura sobre o filé
  • Leve ao forno quente para o chapéu de pecorino gratinar

Conchigliones recheados com mussarela de búfala e tomate italiano (para duas pessoas)

Ingredientes 

  • 20 a 24 conchigliones
  • 3 a 4 tomates italianos para o recheio
  • 1 tomate italiano para o molho
  • Mussarela de búfala
  • Molho de tomate (você pode fazer o seu em casa com tomates italianos. Eu compro o basílico da Barilla e dou uma incrementada)
  • Folhas de manjericão
  • Pecorino ralado grosso
  • Azeite
  • Sal
  • Alho
  • 1/2 cebola
Modo de preparo
  • Corte os tomates em cubos pequenos. Lembre-se re retirar as sementes
  • Corte a mussarela de búfala em tiras pequenas (que caibam dentro dos cochigliones)
  • Em uma vasilha, acrescente  tomate cortado e a mussarela de búfala
  • Acrescente algumas folhas de manjericão
  • Acrescente uma pitada de sal
  • Regue com azeite e misture
  • Reserve
  • Cozinhe o conchiglione conforme orientação da embalagem
  • Ao terminar, resfrie a massa em água corrente
  • Escoe o excesso de água e acrescente um pouco de azeite para a massa não grudar.
  • Em uma travessa que possa ir ao forno, regue seu fundo com azeite
  • Recheie um a um os conchigliones com a mistura de tomate, mussarela de búfala, manjericão e azeite
  • Reserve
  • Pique o alho e a cebola
  • Corte um tomate italiano em cubos
  • Refoque a cebola e o alho no azeite
  • Quando estiverem dourando, acrescente o tomate e refoque
  • Quando formar um caldo, acrescente o pote do molho de tomate e deixe ferver por alguns minutos. O molho precisa ficar bem grosso
  • Reserve
  • Leve os conchigliones ao forno médio até que a mussarela de búfala comece a derreter
  • Retire do forno e adicione o molho de tomate
  • Ao final, adicione folhas de manjericão